Artur Nogueira, Holambra, Jaguariúna, Pedreira e Santo Antônio de Posse

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Parcerias

Embrapa promove agenda internacional sobre aquicultura, pesca e sistemas agrícolas

Viviane Westin
viviane@gazetaregional

Durante a realização do I Workshop Internacional de Cooperação Técnica em Pesca, Aquicultura e Sistemas Agrícolas, o Ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolim, revelou um grande interesse em desenvolver tecnologias para a psicultura, especialmente a produção em água doce, onde o Brasil tem um grande potencial, não só em reservatório de hidroelétricas, mas também nas propriedades privadas do interior do Brasil.
O ministro ainda reforçou a importância da discussão de políticas de desenvolvimento de pesquisa visando gerar tecnologias para a aquicultura brasileira através de parcerias sólidas com instituições de pesquisa de outros países, como EUA, Noruega e Tailândia.
O evento foi uma realização da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna-SP), em sua sede, dia 23, e encerrou uma série de atividades que pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, realizaram entre os dias 12 e 24 de julho, visando o intercâmbio internacional em aquicultura, pesca e sistemas agrícolas.
A iniciativa reuniu no Brasil especialistas de instituições parceiras e outras com as quais a Embrapa começa a discutir a possibilidade de trabalho nessa área surge em decorrência da recente criação da Embrapa Pesca, Aquicultura e Sistemas Agrícolas (Palmas-Tocantins) e do Ministério da Pesca e Aquicultura.
“Já temos cooperação com os EUA, Noruega e Tailândia e este Workshop vem consolidar isso. Tecnologia e conhecimento são centrais para que a gente possa garantir a competitividade, eficiência na produção, qualidade do pescado e resultados concretos para quem produz”, reforçou o ministro.

Planos e investimentos
Segundo Altemir, existe um plano específico para a região amazônica para estimular a produção de pescado em substituição à produção de gado. Dentre as características que favorecem o plano ele destacou “a concentração da maior reserva de água doce do mundo; rentabilidade superior à produção bovina; interesse de cooperar na área de produção de peixes em tanques verdes na costa marítima”.
Em relação ao Estado de São Paulo, o ministro considerou que está entre as prioridades do Ministério da Pesca e da Aquicultura, já que concentra grande potencial na área da piscicultura, com destaque para a produção de Tilápias, como grande mercado consumidor e na tradição da produção. Segundo Altemir, os investimentos estão entre as prioridades, desde que haja a articulação dos municípios de interesse.
“Se há necessidade na região de estruturar a cadeia produtiva para a construção de unidades de beneficiamento em que o mercado ou a iniciativa privada não dá conta disso podemos contribuir neste sentido. O que não pode é um município isoladamente tentar desenvolver atividade. É uma articulação regional”, considerou o ministro.

Intercâmbio
O pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Julio Queiroz, reforçou a importância das relações para favorecer também o intercâmbio de professores e alunos, bem como o próprio treinamento dos profissionais.
Ele ainda exemplificou particularidades de contribuições que cada uma das potências internacionais representadas no evento pode acrescer aos projetos de cooperação técnica. Por exemplo, o desenvolvimento tecnológico em conjunto com os Estados Unidos, indo além da transferência de tecnologia; a Noruega em sua tradição como um dos maiores produtores de Salmão do mundo e sua consciência ecológica; a Tailândia na produção de Tilápia auxiliando na verticalização de todo o processo que possa contribuir para que o Brasil, com o potencial que já existe, torne-se um grande produtor de peixes.

Representação
Além da Embrapa Pesca Aquicultura e Sistemas Agrícolas e da Embrapa Meio Ambiente estão envolvidas na iniciativa a Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), a Embrapa Soja (Londrina-PR) a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS) e a Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM). No âmbito internacional essas articulações envolvem o Laboratório Virtual da Embrapa nos Estados Unidos (Labex–EUA), o Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (ARS, sigla para Agricultural Research Service) e a Alburn University (EUA); NOFIMA AS (Noruega); Manit Farms e Burapha University (Tailândia).

 

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