O cantor e compositor Zé Geraldo apresentará o show Cidadão: Trinta e Poucos Anos, baseado no repertório do mais recente CD e DVD de sua carreira, neste sábado, 11, a partir das 20h30, no Teatro Municipal Dona Zenaide.O público poderá conferir sucessos, como Cidadão e Senhorita. Com uma mistura de rock rural e folk, Zé Geraldo tem em Bob Dylan sua maior inspiração e referência. Para o cantor não importa o rótulo e sim continuar a levar sua música pelo Brasil e emocionar os corações. Diante de tantos sucessos, dois deles fizeram parte de temas de novelas da Rede Globo: Semente de Tudo (Livre para Voar) e São Sebastião do Rodeiro (Paraíso). Ele já se apresentou em Jaguariúna durante uma das edições do Festival de Inverno. Mais informações sobre preços dos ingressos no Botequim, na Premium, no teatro ou pelo telefone 3867-2404. Em entrevista ao Jornal Gazeta Regional, Zé Geraldo destaca a volta à cidade e detalhes da carreira.
Gazeta – Como será a apresentação no Teatro de Jaguariúna?
Zé Geraldo – Eu frequento muito pouco essa região do interior do Estado de São Paulo, então, nessa época do ano como costuma ser mais tranquilo, eu levo o meu trabalho até os teatros e estou tendo a oportunidade de voltar a Jaguariúna com um show mais intimista. A minha expectativa é reencontrar as pessoas da cidade e da região para dar continuidade a essa nossa caminhada.
Gazeta – Como nasceu o CD Cidadão Trinta e Poucos Anos?
Zé Geraldo – Em 2009 eu completei 30 anos do meu lançamento com a música Cidadão e como sou um artista independente eu tenho que caminhar devagar, então, não consegui realizar esse projeto naquela época e acabei viabilizando agora, então, resolvi colocar o título de 30 e Poucos Anos.
Gazeta – Por ser independente como você encara o mercado da música?
Zé Geraldo – Eu me tornei independente no meu sexto disco, e agora é moda todo artista se tornar independente, então, eu aprendi a criar anticorpos e a me virar sozinho, e me acostumei ficar longe da grande mídia, então, cheguei nesses anos de carreira como profissional mais rigoroso com o meu trabalho e isso me fortaleceu, pois apesar das dificuldades, não mudei minha trajetória.
Gazeta – Para você, o que representa o público que te acompanha ao longo da carreira?
Zé Geraldo – O público é a razão principal de eu ter atravessado esse rumo deserto e chegar aqui fortalecido, pois quando percebi que eu tinha esse público que estava sempre comigo foi o grande divisor de águas na minha trajetória, no meu pensamento e na maneira de encarar a própria carreira, então foi graças a essa fidelidade que atravessou todo esse tempo e ao público que estou aqui até hoje.
Gazeta – Qual o momento mais importante da sua carreira?
Zé Geraldo - Eu acho que marcante foi por volta de 1984/85, quando eu estava pensando em parar de cantar, quando comecei me distanciar da grande mídia e as gravadoras começaram a investir em jabá e pagar para tocar as músicas e eu ia ficando de lado e comecei ficar desanimado, mas o grande momento foi quando descobri que grande parte do público que gostava das minhas músicas eram fãs de Raul Seixas, e eu via a força e fidelidade que esse público tinha com Raul e daí foi o momento mais importante da minha história.
Gazeta Regional – Como é ser compositor?
Zé Geraldo – Acho que cada tem um jeito, eu tenho um modo muito solidário. Quando pintou o lance que eu chamo de inspiração, às vezes não escrevo na hora, mas guardo aquela idéia e depois pego a caneta e o papel e em qualquer canto que eu estiver eu penso nos meus versos e depois quando está quase pronto pego o violão para formatar.
Gazeta Regional – Você começou tocando em bailes, o que representou essa fase?
Zé Geraldo – Eu era um artista muito tímido e os bailes me deram confiança e segurança para participar de festivais e enfrentar os palcos, então, foi uma fase super importante.
Gazeta Regional – Como você define a arte e a vida?
Zé Geraldo – Eu acho que uma coisa se mistura com a outra em determinado momento, pois nunca pensei em ser um artista profissional, mas quando comecei vivenciar a arte, ela acabou me transformando numa outra pessoa e me ajudou na relação com as pessoas.
Gazeta Regional – Quais os projetos para 2012?
Zé Geraldo – Eu estou escrevendo um livro de causos que eu pretendo lançar até o final do ano junto com o CD de músicas inéditas.
Gazeta Regional – Dá para adiantar detalhes do livro?
Zé Geraldo – Na verdade, eu sou um contador de causos e meus amigos me incentivaram a escrever o livro e acabei criando coragem. Estou a um mês escrevendo os causos e estou parando para analisar. Já em relação ao CD, já tenho algumas canções prontas.



